Federação de Futebol Americano pretende aumentar o quadro de arbitragem no Distrito Federal e Goiás

 

A FeFAC, com o apoio do Hotel San Marcus e da Escola Oficial do Flamengo, realizará nos dias 3 e 4 de junho uma Clínica para formação e aperfeiçoamento de árbitros de futebol americano no Distrito Federal e Goiás, buscando cada vez mais desenvolver o esporte por aqui. Além dos árbitros e dos aspirantes a "zebra" (termo usado para se referir aos árbitros no futebol americano), atletas e jornalistas interessados em saber mais sobre as regras do jogo podem participar como ouvintes.

 

A All Sports conversou com Diego Fernandes, presidente da FeFAC, para falar sobre a clinica e sobre o FA no Brasil. Confere aí o bate papo:

 

All Sports - Como surgiu a ideia de realizar um curso para árbitros de futebol americano?

 

Diego Fernandes - Mais do que uma ideia, era uma necessidade. Árbitros são peças extremamente importantes em um jogo de futebol americano e por possuírem muitas responsabilidades, o conhecimento das regras e a qualidade técnica são vitais para manutenção do andamento e dinamismo do jogo e por isso que formar novos árbitros, dado o reduzido quadro que a região possui, e contribuir para a reciclagem e aprimoramento dos já existentes, mostrou-se fundamental.

 

All Sports - Por que vocês decidiram colocar o curso em prática? A qualidade atual dos árbitros não é boa?                                                           

 

Diego Fernandes - Aqui temos que ter cuidado para evitar um dos erros mais comuns da comunicação: a generalização. Como em toda e qualquer atividades, há aqueles que se destacam pela qualidade e outros, pela falta dela. E aqui não era diferente. A decisão de colocar a clínica em prática veio da necessidade de formação de novos árbitros (descoberta de novos talentos) e trata-se, inclusive, de um pedido dos times e dos próprios árbitros, estes sempre preocupados, pelo que percebi, em melhorar e atuar em alto padrão.

 

All Sports - Quantos árbitros capazes de realizar uma partida de futebol americano estão hoje qualificados no Brasil?

 

Diego Fernandes - Difícil falar em números exatos. Mas ainda não é o suficiente. Há situações de indisponibilidade de árbitros (motivo pelo qual evita-se marcar dois jogos em regiões próximas) e em muitos lugares, os árbitros são na maioria das vezes, os mesmos, ainda que bem remunerados pelas partidas apitadas. Daí podemos deduzir pela mencionada necessidade de formação de novos árbitros.

 

All Sports - Vocês acreditam que, com mais árbitros treinados, o nível das partidas tende a melhorar?

 

Diego Fernandes - Entendo que o nível técnico da partida é responsabilidade dos times. O que árbitros mais treinados podem proporcionar à partida é uma melhora no dinamismo do jogo, manutenção da disciplina e no poder de decisão na chamada de faltas.

 

All Sports - A idéia desse treinamento é algo que vocês pensam em ampliar, talvez realizar anualmente?

 

Diego Fernandes - Sim, com certeza. Ampliar seu formato é uma das intenções da FeFAC, de modo que ampliar a carga horária, incluir mais horas de prática e garantir que os participantes sairão devidamente qualificados para atuar como árbitro de futebol americano.

 

All Sports - Qual as expectativas da Federação em relação ao projeto?

 

Diego Fernandes - Esperamos corresponder às expectativas dos participantes. Para isso trouxemos um dos árbitros mais experientes do FA nacional. Jean Pierre Soares já apitou diversas finais de campeonatos estaduais e nacionais, além de já ter participado em clínicas ministradas com árbitros americanos (outra ideia que pretendemos colocar em prática no futuro). Esperamos também uma participação maciça de jogadores novatos, como ouvintes, para melhorarem seus conhecimentos sobre as regras do futebol americano.

 

All Sports - Como estão as novidades da federação em 2017? Pode adiantar algo pros fãs?

 

Diego Fernandes - 2017 está sendo e será um ano de muito trabalho para a FeFAC. Passada a fase que costumo chamar de "burocrática" (registro de ata, alteração do nome da diretoria na Receita Federal, abertura de conta corrente), agora podemos focar em entregar resultados mais perceptíveis não apenas para os fãs, como também para os times e atletas. Para isso estamos preparando um campeonato de flag para a primeira quinzena de outubro (data prevista), a área de marketing está atuante na confecção das apresentações institucionais e comerciais da FeFAC, visando a obtenção de apoio da iniciativa privada. Do lado público, contamos com muito apoio da Câmara Legislativa e GDF (obrigado Dep. Julio Cesar e à Secretária Leila) e semana passada recebemos a notícia de que o Brasil buscará uma vaga para o mundial sub-19, que acontecerá em 2018. Com isso, organizaremos uma seletiva interna, visando compor uma seleção estadual (DF e GO, áreas abrangidas pela FeFAC) que participará de um campeonato de seleções sub-19 e servirá de plataforma para a formação da seleção brasileira que disputará o mundial.

 

All Sports - Qual o panorama geral do FA na área de abrangência da FeFAC em relação ao surgimento de novas equipes?

 

Diego Fernandes - Algo que está acontecendo é a formação de novos times em locais diferentes. O que quero dizer com isso é que antes, não importava onde você morava, todos os atletas jogavam nos poucos times que existiam. Agora, vejo a formação de novos times entre os moradores de uma determinada localidade, como Santa Maria. Entendo que isso é muito benéfico para o esporte. Goiás também passa por esse momento de formação de novos times. Logicamente, times formados por jogadores novatos levam um tempo até se tornarem competitivos, o que é natural, mas engrandece o esporte ao popularizá-lo e são excelentes para atrair um público de fãs fieis que torcem para o time daquela determinada localidade.

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