Com presenças ilustres, Comissão do Esporte debate propostas para a evolução do futebol americano no Brasil.

27/6/2019

 (Foto: Dionísio Rodrigues/All Sports)

 

A comunidade do futebol americano brasileiro lotou o plenário quatro da câmara dos deputados na tarde desta quarta-feira (26). Além de olhares curiosos para Durval Queiroz, DL do Miami Dolphins, e Antony Curti, jornalista da ESPN, os presentes voltaram seus olhos à outras figuras importantes que construíram o debate sobre o futuro do esporte no país, como Ítalo Mingoni, presidente da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) e os deputados federais Júlio Cesar Ribeiro e Greyce Elias.

 

Logo no início da audiência o Dep. Júlio Cesar sugeriu a criação da frente parlamentar do futebol americano para fomentar e criar mecanismos com vistas a fortalecer o esporte em parceria com a secretaria nacional do esporte. “Greyce poderia ser a presidente, tendo em vista que tem um primo (Duzão) conhecedor do esporte e eu como vice”, sugeriu o parlamentar.

 

Outras medidas concretas foram sugeridas ao longo da audiência, como a proposta de diminuição de impostos para a importação de equipamentos da modalidade, sugerido pelo diretor de futebol americano do Corinthians Stemrollers Rigardo Trigo.

 

Neste sentido Júlio Cesar e Greyce se comprometeram a acelerar o processo de aprovação do projeto de lei 879 de 2015, que busca a isenção tributária para equipamentos esportivos importados. “Vamos tentar acelerar o processo para sancionar a lei em um prazo mais curto. Eu e o Júlio nos comprometemos a pegar este projeto de lei e trata-lo como nosso filho para ter essa aprovação que beneficiará a todos nós”, declarou Greyce.

 

Outra proposta concreta partiu do presidente da Federação de Futebol Americano do Cerrado (FeFAC), Diego Fernandes, que pediu a desburocratização da Lei Pelé e da Lei de Incentivo ao Esporte, que dificultam o acesso aos benefícios proporcionados por estas leis devido ao grande número de requisitos obrigatórios que times e federações são obrigadas a cumprir, mas que nem sempre se enquadram na realidade ainda amadora do futebol americano no Brasil.

 

“Tentamos adequar nossos estatutos à Lei de incentivo ao esporte, mas é muito complicado. O artigo 18-A da lei Pelé pede muita coisa. Seria interessante dar uma amenizada na lei para esportes amadores não olímpicos. Se simplificar, muitos times podem conseguir ter apoio de mídia e empresários locais, por exemplo”, afirmou o mandatário.

 

Abraão Coelho, vice-presidente da Federação Mineira de Futebol Americano (FEMFA), ressaltou que este pode ser um caminho para tirar os times, e consequentemente toda a modalidade, do amadorismo. “Chegar mais próximo da realidade nos permite acessar um recursos que permitirá darmos passos cada vez maiores em busca da profissionalização da modalidade”.

 

Durante as duas horas da audiência, momentos marcantes da trajetória que o futebol americano atravessou até aqui foram relembrados. O jornalista Antony Curti lembrou que há 10 anos os times lutavam para poder jogar em parques, e que hoje a briga é pelos estádios. E destacou um ponto positivo no atual estágio da modalidade no país. “Ao mesmo tempo que existem dificuldades, existe também a oportunidade de poder moldar o futebol americano sem o vício que outras modalidades possuem”.

 

 

Duzão também deu a sua contribuição ao debate trazendo à tona a realidade e as dificuldades que o jogador brasileiro enfrenta. Com um depoimento emocionante, o atleta da NFL pediu apenas oportunidade e apoio para que os atletas possam desenvolver habilidades relativas ao esporte. “Eu sofri das mesmas coisas que vocês (atuais jogadores). Não tinha equipamento, não tinha ônibus, não tinha nada. Eu quero que vocês tenham as mesmas chances que eu tive, chegar onde estou chegando. O Futebol Americano no Brasil já tem os passageiros, tem o motorista, só falta o ônibus”, brincou o jogador.

 

Ao final os deputados se comprometeram a dar início ao projeto de lei que institui o dia nacional do futebol americano. A data escolhida foi o dia 25 de outubro, dia que marca o primeiro jogo com equipamento completo no Brasil. Hoje a data é conhecida nas redes como FABR Day. Caso a data venha ser oficial, pode atrair maiores olhares da sociedade para o esporte.

 

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