WO escancara crise e aproxima o Templários do fim

 Foto: Carlos Campina/Galera na Foto

 

Campo disponível para treinos e jogos, estrutura de vestiário, fisioterapia, academia, psicologia, investimento financeiro e apoio da maior universidade privada do Centro-Oeste. Cenário de dar inveja para qualquer time de futebol americano do Brasil. No entanto o Brasília Templários, que teve tudo isso nas mãos por cinco anos, não conseguiu fazer o projeto do time dar frutos.

 

Sem dinheiro para pagar a arbitragem e com poucos jogadores desde o início da temporada, o Templários anunciou hoje o wo para a partida que aconteceria amanhã (19), em casa, diante do Campo Grande Predadores.

 

Desta forma melancólica chega ao fim mais uma temporada do Templários, que colecionou recordes negativos na competição. Sofreu as três piores derrotas da história da BFA. Duas para o Tubarões do Cerrado, 79x00 e 84x00, e para o próprio Campo Grande Predadores, por incríveis 100x00. Perdeu todos os cinco jogos que disputou, não marcou nenhum ponto e sofreu 366 pontos em cinco partidas, média de 73 pontos cedidos por jogo. O placar de 49x00 que será aplicado pelo wo de amanhã será o melhor resultado do time na temporada.

 

Sem sequer conseguir competir de igual para igual com qualquer adversário da conferência, o time demonstrou que ao aceitar o convite da liga para participar da elite foi um “passo maior que a perna”. Em dois anos de competição o Templários marcou apenas um touchdown, no dia 1/09/2018, contra o Predadores, em jogo na Universidade Católica. No ano passado só não foi rebaixado pois foi beneficiado pela desistência do Goiânia Rednecks.

 

Até 2017, quando jogava a Liga Nacional, o time era competitivo e revelava bons jogadores. A última vitória do time foi exatamente nesse ano, quando derrotou o já extinto e agonizante Brasília Alligators, por 23x07, há mais de dois anos. E ainda teve um jogo memorável diante do Rondonópolis Hawks, sendo derrotado no minuto final por 25x21.

 

O time se orgulha de ter revelado bons jogadores no campo da Universidade Católica, como o cornerback Charles Wagner, que passou pelo Tubarões e agora defende o Galo FA e os jovens Wellington e Aloysio, ambos no Tubarões do Cerrado atualmente.

 

Mas sem conseguir manter as principais peças de 2017, o time caiu vertiginosamente nos anos seguintes e hoje sofre com a falta de atletas e até mesmo de comissão técnica. O wo da partida de amanhã já poderia ter acontecido no ano passado, quando o time foi à Sorriso enfrentar o Hornets com apenas 17 jogadores, sendo que o mínimo exigido pela liga para assinar a súmula são 25. Mas pela boa vontade do time mandante, o jogo aconteceu. Resultado: mais uma blowout nas costas do time, 65x00.

 

O Templários não participou do campeonato regional no primeiro semestre, segundo a diretoria para reestruturar o time e focar esforços físicos e financeiros para o segundo semestre, a BFA. No entanto logo no primeiro jogo da temporada, atuando em casa, o time já demonstrou poucos jogadores. Na segunda partida, também em Brasília mas como visitante diante do Leões de Judá, o problema se repetiu. O elenco não resistiu à lesões e desistências de atletas, algo até compreensível no futebol americano no Brasil, nem mesmo com o “empréstimo” de jovens jogadores vindo do Tubarões do Cerrado pode salvar o Templários do vexame.

 

A péssima gestão do time pode ainda refletir em outros times da cidade. Com a má gerência durante os cinco anos que o time esteve na universidade, sem conseguir trazer benefícios para a instituição é provável que a própria universidade feche as portas para o futebol americano de Brasília, devido à má experiência com o esporte.

 

Durante todo o ano de 2019 os bastidores do futebol americano da capital federal estiveram agitados pela especulação de que Tubarões do Cerrado e Leões de Judá estariam disputando uma parceria com o time. O Templários seria o “time B” de uma dessas duas equipes e a Universidade Católica abraçaria dois times, o principal (TdC ou LdJ) e o time de base com toda a estrutura e apoio já mencionados.

 

Diante desse cenário caótico e com as sanções que certamente virão da liga por causa do WO, R$5mil reais de multa e exclusão do campeonato no ano que vem, o time dá fortes indícios de que não voltará às atividades em 2020. No entanto, o presidente do Templários, Leandro Hernandes, ou Bandana como é conhecido, disse que a equipe aprendeu com os erros e que o Templários continuará vivo no cenário do Futebol Americano.

 

"Nos não estávamos no nível da BFA 1, lutamos até aonde conseguimos, mais não foi suficiente, reconhecemos nosso limite, mais não desistimos, caímos mais vamos levantar. Agora já temos a experiência, sabemos aonde erramos, e vamos consertar. Paciência e resiliência. O Templários só morre quando o último cair". Disse o Hernandes.

 

Agora só resta aos torcedores aguardarem o próximo o ano para saberem se a equipe realmente irá se manter nas competições.

 

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