De casa nova, Brasília Pilots está pronto para a semifinal da BFA

8/11/2019

 (Foto: Igor Alessandro)

 

Após 36 dias do jogo que garantiu o Brasília Pilots na semifinal da Brasil Futebol Americano (BFA), o time brasiliense volta a campo para disputar a decisiva partida diante do Curitiba Silverhawks no domingo, dia 10, às 13h. A partida acontecerá no estádio Chapadinha, em Brazlândia. Será a primeira vez que o estádio recebe o futebol americano da capital. A promessa é de que a parceria entre estádio e os times da bola oval dure por muito tempo.

 

O Pilots está mais uma vez na fase decisiva da BFA após ficar fora no ano passado. Mas isso não quer dizer que o time não está acostumado com jogos importantes, como os duelos que valeram vaga nos playoffs da BFA diante da Portuguesa nesta edição da BFA, e diante do Sinop Coyotes na edição de 2018, quando saiu sem a vaga.

 

Segundo o treinador do time, Raphael Negreiros, o nervosismo de mais um jogo importante é normal, mas garante que o time está motivado. “Quem está há mais tempo no time quer ganhar exatamente porque as duas últimas temporadas não terminaram de maneira ideal para gente. E as meninas que ingressaram esse ano, já entraram com a mentalidade certa para um time que almeja voos maiores”, analisou Raphael.

 

Mesmo jogando em casa não é possível apontar o Pilots como franco favorito para o jogo, a expectativa é de uma partida muito equilibrada. O time paranaense chega à Brasília com campanha invicta na BFA até aqui, três vitórias na fase regular. Além disso 16 jogadoras do time curitibano foram convocadas para o training camp da seleção brasileira no mês passado, foi o time que mais cedeu atletas à seleção.

 

O Pilots também levou um expressivo número de atletas para o training camp, foram nove convocadas do time brasiliense além do treinador Raphael Negreiros, que desempenha a função de coordenador ofensivo do time nacional, e do treinador de special teams Fernando Para-Asu. Com contato direto com várias jogadoras do Silverhawks, Negreiros pôde observar de perto as principais jogadoras do adversário de domingo.

 

“Na seleção, pude ver pessoalmente a qualidade delas. Pilots também teve um número expressivo de convocadas e playmakers. É um adversário organizado, com sistemas bem definidos de ataque e defesa e que tem jogadoras individualmente muito boas dos dois lados da bola. Esse é um jogo em que a execução importa muito, mais do que imposição física, por exemplo”, disse Negreiros.

 

Nova casa

 

O Distrito Federal conta hoje com 12 estádios, a maioria em péssimas condições. Desde 2013, quando o futebol americano tinha o estádio do CAVE, no Guará, como a principal casa da modalidade no DF, o esporte vem migrando de estádio em estádio, lutando contra a burocracia, altos custos e preconceito de quem não conhece o esporte.

 

Só em 2019 o futebol americano já teve que mandar jogos em seis locais diferentes, entre clube, universidade, estádios e até mesmo em campo anexo do estádio Serejão, em Taguatinga. O estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, foi o estádio mais utilizado pelo futebol americano, oito vezes, seguido do Abadião, na Ceilândia, cinco vezes. No entanto os dois estádios estão indisponíveis para uso, pois o Augustinho Lima não está com a documentação em dia, impossibilitando assim que os times joguem com público. E o Abadião está servindo de centro de treinamento para as seleções que disputam o mundial sub-17 de futebol em Brasília, no Bezerrão.

 

Após insistente procura, a diretoria do Brasília Pilots conseguirá mandar a partida diante do Silverhawks no estádio Chapadinha, em Brazlândia. “Devido o mundial sub-17, a maioria dos estádios de Brasília estão sendo ocupados pela FIFA. E os que não estão ocupados, estão interditados como o Metropolitana no núcleo bandeirante, o CAVE no Guará e o próprio Augustinho Lima que foi interditado por não ter para-raios” explicou a presidente do time, Larissa Nogueira.

 

Em Brazlândia, mais do que simplesmente achar um local adequado para a partida, o Pilots encontrou apoio da administração regional, como conta Larissa. “Fomos muito bem recebidas pelo administrador Jesiel e sua equipe. Se mostraram dispostos a ajudar e fazer com que seja um grande jogo, nos ajudando tanto com o estádio como com a divulgação para a população da cidade.  Ficamos muito felizes com tamanho carinho pelo esporte feminino e só temos a agradecer”.

 

O estádio Chapadinha foi utilizado em outubro em jogos do campeonato candango de futebol sub-15 e sub-17 e recebeu ajustes pontuais para receber o futebol americano. “O estádio está em bom estado, passou por uma reforma recentemente. Essa semana recebemos fotos da administração de Brazlândia mostrando a limpeza que está sendo feita para receber nosso jogo. Realmente estamos muito felizes com tamanho cuidado deles com o estádio e com o Brasilia Pilots e estamos dispostas a ajudar a administração no que for preciso para manter o estádio sempre bem cuidado assim”, declarou Larissa.

 

O Pilots, time já pioneiro em Brasília por ser o primeiro time “full pad” feminino da cidade, está sendo fundamental ao iniciar relações do futebol americano com uma nova praça esportiva, que pode beneficiar todos os times da capital federal.

 

No mesmo dia, às 9h, acontece também o último jogo da fase regular da BFA, conferência Centro-Oeste, entre Leões de Judá B e Brasília Wizards. Ambos não têm mais chance de chegar à BFA elite, pois a final da conferência já está definida. Brasília V8 e Goiânia Saints disputam o título e o acesso à primeira divisão.

 

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